Robert Adams - Três Passos Para o Controle da Mente

Satsang sem data - Transcrição 248

Robert: É bom estar com vocês outra vez neste lindo serão de quinta-feira. Dou-vos as boas vindas de todo o meu coração.

Eu amo cada um de vocês da forma como são, incondicionalmente. Tudo está bem. Tudo se desenrola da forma que tem de ser. Não há enganos. Está tudo no lugar certo. 

Eu recebo muitos telefonemas, como a maioria de vocês sabe de pessoas em todo o mundo. Tenho sempre prazer em partilhar os mais interessantes convosco. Recebi recentemente um telefonema de Denver e o senhor perguntou-me, Robert, pode dizer-me a maneira mais fácil de me tornar autorrealizado? Qual é o caminho direto, o verdadeiro caminho direto, aquele em que eu não tenho de fazer nenhum trabalho? Eu quero tornar-me autorrealizado. Eu pratico atma-vichara autoinvestigação há 16 anos. Antes disso pratiquei a meditação vipassana. Fiz yoga, e tudo, mas nunca acontece nada. Existe uma forma em que eu possa despertar com uma simples prática?

Eu ri e disse, é mesmo interessante que muitos ocidentais queiram ser iluminados num fim-de-semana. Levou-te tantos anos para estares exatamente onde estás. Apesar de teres vindo a praticar durante tantos anos, pensa em quantos anos tens estado da forma que estás. É uma gota num balde.

Há uma maneira da pessoa despertar, e essa maneira é parar de pensar. Para de pensar. Ele disse que soava bem, mas como é que se faz?

Existem três passos para controlar a mente. Quando a mente fica em repouso, quieta, silenciosa, a realização vem por si só. Não há nada que tenham de fazer para o provocar.

Como um exemplo, o sol brilha por si mesmo. Vamos chamar ao sol o Ser, consciência, consciência pura. No entanto de vez em quando, formam-se nuvens sob o sol. E o sol não parece deixar de brilhar. Há milhares de anos, as pessoas construíram estátuas,  ídolos, Deuses, templos para o sol, para que o sol aparecesse e brilhasse mais uma vez. Mas agora é mais ou menos evoluído. Já não construímos estátuas para o sol ou rezamos ao sol para brilhar. Nós compreendemos que as nuvens se dissiparão cedo e que o sol mais uma vez brilhará em toda a sua glória e esplendor. Os vossos pensamentos são as nuvens.

O que quer que pensem, não importa sobre o quê, enquanto pensam estão a encobrir o sol, que é o Ser. Não faz nenhuma diferença o que estão a pensar, bons pensamentos, maus pensamentos, ou qualquer espécie de pensamentos. Todos os pensamentos são nuvens, todos os pensamentos. E eles encobrem o sol. Portanto é a vossa verdadeira natureza, é o Ser. Vocês são realmente o Ser, omnipresente, realidade. São os vossos pensamentos que encobrem o Ser. O que quer que se permitam pensar, encobrem o Ser cada vez mais.

Leram vários livros, fizeram vários cursos, vão a mestres diferentes. São todas cobertas para o Ser. Só estão a encobrir o Ser. O Ser brilhará por si mesmo quando pararem de pensar. Parem de pensar, totalmente, incondicionalmente. Parem de pensar. 

Vou dar-lhes três passos para o controle da mente:
  1.    Pararem de falar. Parem de falar.
  2.    Não tenham nenhuma opinião a favor nem contra.
  3.    Neti-neti. Isto não, isto não.
Iremos começar com, o parar de falar. Tomem todos os vossos diálogos desde que nasceram, fizeram alguma diferença neste mundo? Este mundo tornou-se um mundo melhor de se viver pelos vossos diálogos? Realizaram alguma coisa pelo diálogo? Às vezes parece que realizaram alguma coisa, mas não realmente. Pelo diálogo realizaram muito pouco. Asiáticos, Hindus, Indo-americanos falam muito pouco. A maioria deles compreendeu que falar é uma perda de tempo. É quando se tornam ocidentalizados, que começam a falar como nós. Falar, falar, falar, falar. Eles tornam-se parte duma escola gigantesca de discussão. Eles continuam eternamente a falar, sem nunca parar.

Há uma história sobre os Indo-americanos. Eles ouviam falar o homem branco, dizendo-lhes todo o tipo de absurdos. Depois eles diziam ugh, ugh. Esta é a resposta deles. Por outras palavras eles diziam, vocês fazem perder todo o meu tempo dizendo absurdos. Eu não acredito numa palavra do que dizem. Esta é toda a conversa que devíamos ter.

Muitos de vocês vão almoçar comigo, e há alguns de vós que mal dizem uma palavra. Alguns de vocês contam-me todos os seus problemas. Está tudo bem. Estou aqui para ouvir. Mas se repararem Eu nunca respondo. Eu resmungo. Eu apenas digo, "oh", que significa que vos estou a ouvir, Eu posso ouvir o que vocês dizem, mas não quer dizer nada. Então eu resmungo "oh".

Falar não faz nada por vocês. É quando param de falar, que as coisas começam a acontecer. De cada vez que falam utilizam imensa energia. Têm de pensar no que é que vão dizer. Acontece tudo espontaneamente. Por cada palavra que dizem, há um pensamento que a precede. Por outras palavras têm de pensar nas palavras que vão dizer.

Mas a maioria de vocês não entende isto porque falam demais. São só palavras que saem e dizem que tudo isto é espontâneo. Mas depois têm de pensar em cada palavra que dizem. Sempre que falam, sobrecarregam a mente com coisas, até que a mente se torna agitada. Nunca vos fará bem de qualquer forma.

Pensem em todo o falatório que tiveram desde que nasceram. Pensem em todo o falatório dos políticos, dos advogados, médicos, e o mundo está pior por causa disso.

Se ninguém pronunciasse nunca uma palavra, o poder que conhece o caminho tomaria o controle e haveria paz e alegria neste mundo.

Por exemplo, uma laranjeira. A árvore alguma vez fala sobre o crescimento das laranjas? Ou discute-o com a árvore do lado? A laranjeira não diz uma palavra. No entanto lindas laranjas crescem por elas mesmas em toda a laranjeira. O trigo cresce nas searas. As bananas crescem nas bananeiras. O sol brilha adequadamente e torna tudo contínuo e permanente de forma grandiosa. Não há nenhum diálogo. Nada acontece. Mas tudo acontece. E assim é conosco. Quando aprendemos a estar calados pela quietude, sem falar dos pensamentos na mente, Eu refiro-me a ficar quieto, parado também na mente. As coisas acontecerão por si mesmas.

Está tudo determinado em cada evento. Está tudo predestinado em cada evento. Desta forma tudo se desenrolará da forma que é suposto ser. Não precisa de nenhuma ajuda da vossa parte. Cada passo da vossa vida tem sido delineado. Cada movimento que fazem foi determinado antes de nascerem. Por isso não têm de argumentar sobre nada. Não há nenhuma razão para debaterem sobre nada. Apenas fiquem quietos.

Este é o significado de 'Sê silencioso e sabe que eu sou Deus'. Sem falar, eu sou Deus, apenas fiquem em silêncio.

Ramana Maharshi nunca costumava falar. Sábios e Jnanis mal falam. Eu costumava sentar-me no canto do velho átrio do Ashram, de Ramana, e ver Ramana lidar com as pessoas. Elas faziam fila para falar com ele, para o ver. Ele simplesmente fitava-as e ouvia a maioria dos seus problemas.

Ele não dizia nada. Às vezes ele pronunciava algumas palavras que eram necessárias. Eu lembro-me duma vez quando uma pessoa do Punjab foi ter com Ele. No primeiro dia ele contou a Ramana todos os seus problemas. Parece que ele falava e falava e falava. Ramana olhou para o seu assistente e disse, "ele aparece aqui com todos os seus problemas, a quem devo contar os meus?" Significa que era a encarnação da consciência, consciência pura. Não há ninguém a quem Eu tenha de ir. Então a quem devo eu dizer isto também?

E assim é conosco. Nós pensamos que temos problemas. Nós pensamos que temos dificuldades, alguma coisa errada com a nossa vida. Mas em verdade e na realidade, essas são as nuvens de que eu falava. Todos os vossos pretensos problemas são apenas nuvens. Eles encobrem o Ser. Enquanto se identificarem com os problemas e as nuvens, tornam-se cada vez mais doentes, encobrindo o vosso Ser cada vez mais. E dessa forma ele fica oculto, até que se esquecem de pensar sobre o Ser.

A vossa mente está continuamente nos vossos problemas, nos vossos assuntos, nos vossos absurdos. Parem de falar. Não há realmente nada a dizer. Tudo acontece em silêncio. Tudo o que acontece no mundo invisível, tudo. Não acreditem que são merecedores de alguma coisa.

Pensem nas palavras lindas dos livros que têm sido escritos, Sócrates, Platão, Aristóteles, Emerson, Thoreau, Walt Whitman, e assim por diante. Que lindas as suas palavras mas fizeram alguma diferença no mundo? Tiveram algum abalo no mundo? Olhem para o mundo. O que foi que eles fizeram por este mundo? Teria sido melhor se nunca tivéssemos ouvido falar destas pessoas. Para as pessoas se refugiarem nas suas palavras, e o mundo se tornar cada vez pior. Então temos de chegar à conclusão que não há nenhuma solução. Falar não é a solução. Portanto esclarecer as pessoas, fazer à vossa maneira com as pessoas, não é a solução. Vencer discussões, tentar vencer um ponto de vista não é solução. Parem de falar.

Chegámos ao segundo passo, do controle da mente. Não tenham sentimentos a favor ou contra, a favor ou contra o que quer que seja. Olhem tudo da mesma forma. Não diferenciem demasiado as coisas. Desta maneira podem reconciliar-se com o Universo inteiro, com o reino mineral, o reino vegetal, o reino animal, o reino humano. Não é para ver diferenças. Apesar de ser difícil para a maioria das pessoas. Mas no entanto se querem despertar, não podem ver diferenças nas pessoas ou nas coisas.

É como ir a uma peça de teatro. Uma pessoa é o bom e a pessoa seguinte é o mau. Vocês tomam o partido do bom. Depois acaba a peça. Nunca houve um bom nem um mau. Foi apenas uma peça, atores desempenhando um papel. Dessa forma a diferença estava na vossa mente. É a vossa mente que cria as diferenças. 

Eu utilizo sempre como exemplo o buraco da fechadura. Vocês chegam à porta e espreitam pelo buraco, e vêm Mahatma Gandhi ser atingido a tiro. É tudo o que conseguem ver. Vocês ficam muito zangados. Dizem para si mesmos, eu vi o assassino. Vamos apanhá-lo, enforcá-lo e dar-lhe um tiro. Ele matou Mahatma Gandhi. Então abrem a porta e vêm todo o cenário. Não foi o que viram pelo buraco da fechadura. Vocês olham para a esquerda e vêm as vidas anteriores. Ele é o mesmo Mahatma Gandhi em diferentes papéis. Nas vidas passadas Mahatma Gandhi foi um assassino e o assassino foi Mahatma Gandhi. O assassino matou Mahatma Gandhi e o povo matou o assassino e estão os dois mortos. Vocês olham e reparam que eles estão agora no plano astral. Eles estão a falar sobre isso e dizem, bem, parece que obtivemos algum carma para a gente. Só que quando voltarmos outra vez ao plano terrestre, desta vez eu serei o assassino e tu és Mahatma Gandhi. Exato, façamos isso. Esta é a maneira de transcender o carma.

Então vocês apareceram desta vez e aconteceu a mesma coisa que viram pelo buraco da fechadura. Antes, viram apenas uma cena. Agora veem todo o cenário. Então olham para a direita e veem que os dois estão outra vez a rir e a sorrir um para o outro. E começam a perceber que ninguém foi assassinado. Ninguém foi morto, ninguém morre. Ninguém nasce. Ninguém prevalece. Vocês obtiveram o cenário inteiro. Da mesma forma veem certas coisas na vossa vida pessoal. Vocês ficam completamente zangados. Quem é que vos ofende? Vocês apenas veem uma pequena parte do cenário Vocês não veem o cenário completo. Apenas veem a parte em que estão envolvidos. É tudo o que são capazes de ver. Se pudessem ao menos ver a imagem completa veriam que ninguém está certo e ninguém está errado.

Enquanto continuarem a reagir às coisas, terão de o fazer uma e outra vez, e nunca irá parar. Vocês começarão a rir para si mesmos e começar a perceber que é tudo brincadeira de Deus. É tudo um jogo da consciência. Tudo da vida é um jogo da consciência. Ninguém está certo e ninguém está errado. E no entanto não é fácil sair deste plano. Vocês dizem para si mesmos, Eu não quero mais jogar. Eu não quero mais jogar este jogo. Eu quero ser livre, libertado. E quando decidem ser livres e libertados, serão levados para o bom caminho onde têm de ir para conhecer as pessoas certas, os mestres certos, o dharma certo, a ação certa, e nunca mais se envolver. Não tenham opiniões a favor ou contra.

Agora chegamos ao terceiro passo, do controle da mente, que é neti-neti, isto não, isto não. Se vocês desejam despertar vão ter de negar o mundo inteiro. O mundo inteiro tem de ser negado por vocês. Por outras palavras tudo o que veem tem de ser negado.

Desde o momento em saem da cama, todos os pensamentos que se lhes ergam, o que os vossos olhos veem, o que os vossos ouvidos ouvem, o que a vossa boca saboreia, o que o vosso nariz cheira, tudo tem de ser negado. Estas coisas não têm nada a ver comigo, e eu não tenho nada a ver com estas coisas.

Eu sou consciência pura. Eu não sou o corpo nem a mente. Eu sou pura consciência.

Continuem a negar os vossos pensamentos. Negar a vossa vida. Neguem o que veem à vossa volta. Virá o dia em que se tornarão absolutamente livres. Pois não há ninguém apegado à pessoa, lugar ou coisa. Vocês não mais reagirão às vicissitudes da vida. Libertaram-se totalmente completamente. Isto é o que têm de fazer.

- Parem de falar.
- Não tenham nenhuma opinião a favor ou contra.
- e neguem tudo o que veem.

O que fariam com a vossa vida agora mesmo? Para onde vão com ela? São felizes, completamente felizes? Se reconhecessem ao menos quem vocês eram, seria absolutamente impossível pensar que não eram felizes. A felicidade chega por ela mesma. Felicidade e o Ser são a mesma coisa, sem nenhuma diferença.

À medida que começam a ver toda a gente como o vosso Ser, todo um novo mundo se abre para vocês. O resto é convosco. Podem começar a praticar estas coisas que discutimos, ou podem continuar da forma como têm feito com a vossa vida até agora. O que é que vão fazer? É convosco. Sê silencioso e sabe que eu sou Deus.

S: O interrogante faz uma pergunta sobre Arjuna e Krishna e a batalha.

R: Uma vez que ele não é o agente, então ninguém vai fazer nada. Eles pareciam estar a ir para a batalha porque era o seu destino. Arjuna não queria mesmo lutar. Ele queria partir a sua espada. Krishna disse-lhe para ir para a batalha e lutar. Este era o seu dever. Este era o seu carma, ir e lutar. Mas de não se preocupar com os frutos da sua ação, quer ele fosse morto ou não. Ninguém morre e ninguém nasce. Foi o que ele lhe explicou. Ele disse que apesar de seres morto, serás um herói. Se não fores morto, serás também um herói, porque lutaste na batalha. Então não te preocupes se ele é morto ou não. Não tem importância, porque em verdade, ninguém morre. Então sai e luta. Esta foi a sua mensagem para Arjuna.

S: Por outras palavras tudo é apenas um surgimento na consciência?

R: Exatamente. Mas Arjuna, lembra-te não era iluminado. Krishna percebeu que Arjuna não tinha percebido estas coisas, e teve de explicar estas coisas a ele. Então disse a ele para ir e lutar como era suposto ser porque ele pertencia à classe guerreira. Ele era um guerreiro. Era seu dever lutar. Mas para não considerar o resultado.

S: Ele tinha de seguir o seu dharma ou ele não teria sido um guerreiro. (R: Sim, exato.)

S: (Perguntando sobre o estado de sonho)

R: Os dois estados são reais, acordado e sono. Se pudesses ao menos sentir e reconhecer que estamos no sonho mortal agora mesmo. Este é o sonho mortal e todos os absurdos acontecendo manter-nos-ão no sonho cada vez mais tempo. A loucura que acontece, a discussão, a raiva, e o absurdo que acontece todos os dias, mantém-nos amarrados a este sonho mortal. Por outras palavras, estás a sonhar. Continuaremos a sonhar até deixarmos ir. Para de lutar. Torna-te desapegado, então bem, desperta e sê livre.

S: Aquando da autoinvestigação, sinto-me bem e sinto-me mal.

R: Devemos estar sempre conscientes do que se passa na nossa vida. Estar totalmente conscientes do que estamos a fazer, e trabalhar no nosso carma não reagindo às coisas. Não deixar as coisas nos aborrecer ou irritar. Perceber o que acontece sempre e tornar-se livre, tornando-se atento. Observar-nos continuamente. Ver onde reagimos às coisas. Observar quando reagimos a uma situação que nos surge. Isto liberta-nos. Mas se prosseguimos pela vida permitindo que a vida nos faça sentir de determinada maneira, teremos de o viver vezes sem conta. Nunca mais acaba. Tomamos corpo atrás de corpo até desistirmos e nos rendermos ao Ser. Portanto virá o tempo em que toda a gente terá de se render ao Ser. Faz tudo parte do Plano Divino. A única liberdade que temos é virar-nos para dentro, não reagir às coisas. Essa é a liberdade que temos. Todo o resto está predestinado.

S: Eu faço as mesmas coisas vezes sem conta até ter de fazer algo sobre isso.

Robert responde: Sim, depende do que fazes sobre isso. O que é que vais fazer em relação a isso? Se vens de um momento de sabedoria descobre quem experimenta estas coisas. Quem é que passa por tudo isto? E reconhece que é o Eu-pensamento que passa por tudo, não tu. Tu não tens absolutamente nada a ver com isto. Segue o Eu-pensamento até à sua fonte. E depois ficas livre. Mas se tu não fazes isto, vais ter de repetir a mesma coisa uma e outra vez, como dizes. A mesma coisa acontecerá contigo uma e outra vez até parares de reagir a ela, e começas a vê-la como ela é realmente, a parte dos teus pensamentos e discussão é como um pensamento. Quando o pensamento desaparece, a ação correta terá lugar na tua vida. A ideia fundamental é remover os pensamentos. Os pensamentos provocam a confusão e a tua ação. Uma vez removidos os pensamentos não há ninguém para agir. Tu brilhas como o Ser, como consciência.

S: (Fala da natureza real sendo perfeita.)

R: Sim, claro. Isto é tudo sobre a natureza real. A natureza de toda a gente é Aquilo. A natureza de toda a gente é perfeição. Quando dei antes o exemplo do sol, é isso. Toda a gente é o sol. Toda a gente brilha perfeitamente. As nuvens negras da ilusão encobrem o sol, e as nuvens negras da ilusão fazem-nos sentir que está alguma coisa errada em algum lugar e tentamos corrigi-lo. É quando surgem os problemas. Nós começamos corrigindo as coisas.

(Silêncio)

Om, shanti, shanti, paz, paz, paz...


(fim)

2 comentários:

Anónimo disse...

Muito, muito, muito bom meeesmo...
Simples e completo... direto.

Flor Joy

emilia disse...

GRATIDÃO POR UM TEXTO TÃO ELUCIDATIVO...COLOCAR EM PRÁTICA É SIMPLES, MAS A MENTE QUER DIZER QUE NÃO CONSEGUE ISSO, E QUE ESTÁ FADADA A SER A VITIMA ETERNAMENTE, RSRSRSR GRATIDÃO.