Quem?


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Desta vez tens um pensamento e tu perguntas, 'Quem está a ter este pensamento?' 
Assim que notas que ocorreu o pensamento, diriges a tua atenção ao Eu que está a ter o pensamento. E investiga naquele que tem o pensamento. O que é, quem é este Ser, este Eu, este mim que tem este pensamento? Mantém a atenção voltada para a própria Consciência que está a ter o pensamento - O próprio Eu-pensamento que está a ter o pensamento. 

O que quer que aconteça como uma experiência, acontece como uma experiência porque estás consciente daquilo que pensas. Aparece como um pensamento, ou uma coisa. Então o que investigas é aquele que está consciente naquele em que se passa esta experiência. E isso é onde nos leva a investigação e dessa forma utiliza-a as vezes que forem precisas. Assim que sabes que a tua atenção foi distraída de estar presente na Consciência que és, simplesmente ser a Consciência que és, então utiliza a investigação; 'Quem está a ter um pensamento?', 'Quem está distraído?',  vês? E volta a tua atenção de volta para a própria Consciência. Para o Eu-pensamento, ou o Eu-sentimento que está consciente e a seguir investiga o que é esta Consciência. 

Estás a fazer uma investigação dentro da natureza da própria consciência. Entendeste? É realmente muito simples. Não é um processo difícil. A mente pode querer entrar e querer ter direito à ideia, ou à noção de que é um processo difícil, mas realmente não é. É muito simples!

Deixa-me ir um pouco atrás. Para teres qualquer experiência, não importa que experiência seja, se não estiveres lá como consciência, terias a experiência? Não! Tu tens de estar presente como consciência para experimentares qualquer coisa, para pensar qualquer coisa, experimentar qualquer coisa, sentir qualquer coisa, saber qualquer coisa, acreditar em qualquer coisa, vês? Não tens de lá estar como consciência? E consciência e estar presente como consciência, ser consciência? Hmm? E isso é o que é a investigação. Esta investigação entra nesta própria consciência que tu és e que tens de lá estar para experimentares qualquer coisa. Compreendeste? (Q: Sim). Esta é a simplicidade da investigação.

Então, quantas vezes investigas nisso? Tantas vezes quanto a tua atenção ou abandono estiverem longe da recordação do fato que a tua pessoa é consciência. E de cada vez que a mente apareça com pensamentos, podes esquecer o fato de que estás lá como consciência, ao ficares enredada nos pensamentos. (Q: Entendido). Percebeste? (Q: Sim, sim).

Então fica apenas na tua própria Consciência de Ser, lembrando a tua própria Consciência de Ser o tempo todo, para sempre. Lembra-te, se os pensamentos surgirem, não sigas os pensamentos, fica na Consciência, fica na Consciência. Fica neste sentimento de 'Eu sou'. Identifica-te apenas com este sentimento de 'Eu sou'. Deixa que esta seja a tua identificação. Deixa que esta seja apenas a tua única identificação. O resto só observas, o resto só assistes, fica apenas identificada com esta Consciência. Isto é incrível. 

Isto é a tua verdadeira natureza. Isto é ater-se em si mesmo. Como Ser, isto é ser o Ser. Isto é o coração, o teu estado natural. Consciência sem pensamento, sem face, sem forma, Consciência sem pensamento, a tua verdadeira natureza, o teu verdadeiro ser.

A única coisa que é real. Todo o resto é apenas conceitual, todo o resto é apenas pensamento.

Atem-te aqui simplesmente como isto e sê feliz.

Namastê! Amo-os a todos!


Tradução do site: http://www.aham.com/usa/bookstore/audio.html - Últimas conversas de A. Ramana na Índia - Ramana partilha as bases da Auto-investigação como forma de permanecer na lembrança consciente do nosso Verdadeiro Ser, independentemente do que a vida nos oferece.

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